Roteiros e viagens

Nos caminhos de Minas Gerais

18 de maio de 2018

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Separados por cerca de 300 km, a capital do queijo e o vale da cerâmica rendem uma viagem única pelo norte de Minas Gerais. Serro, que produz um dos queijos mais famosos do país, fica a 320 quilômetros da capital Belo Horizonte, ponto de partida perfeito para o roteiro. Praticamente a mesma distância separa Serro de Turmalina, já no coração do Vale do Jequitinhonha, destino conhecido pela produção das bonecas de cerâmica que já ganharam o mundo.

As boas compras são atrações irresistíveis dessa viagem, mas não é exatamente por causa delas que a maioria dos viajantes se encanta. Em comum, as comunidades de Campo Buriti, em Turmalina, e o vilarejo de Capivari, em Serro, apostam no Turismo de Base Comunitária como importante fonte de renda a seus moradores, e para isso oferecem experiências únicas a seus visitantes – como a imersão completa no modo de vida local através, por exemplo, das hospedagens em pousadas domiciliares, das trilhas guiadas pelos nativos, das oficinas de arte dirigidas pelas próprias mulheres do Vale.

Os destinos

A charmosa cidadezinha de Serro foi um dos primeiros destinos do país a ter seu conjunto arquitetônico tombado pelo Iphan, em 1938. Passear sem pressa por suas ruas de pedra vale tanto quanto experimentar os diversos tipos de queijo produzidos ali. Depois, é só seguir viagem até o vilarejo de Capivari, com vista impressionante para a Serra do Espinhaço. A comunidade de Campo Buriti pertence a Turmalina, uma das cidades do Vale do Jequitinhonha, e fica a apenas 200 quilômetros de outra referência histórica e arquitetônica de Minas Gerais: a linda Diamantina, que também pode fazer parte de seu tour pela região.

As experiências

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Em Campo Buriti vivem algumas das mais famosas artesãs que produzem as bonecas de cerâmica do Vale do Jequitinhonha. E é justamente em torno de seu modo de vida que tudo acontece. As mulheres recebem em suas próprias casas, contam suas histórias de vida, preparam refeições com quitutes típicos e, claro, ensinam o ritual completo de sua arte – da retirada do barro à modelagem e o acabamento.  Em Capivari, o tipo de acolhimento não é diferente. Na pequena comunidade, com apenas 600 pessoas, moradores recebem em suas casas, contam causos e mostram o que a cozinha mineira tem de melhor. E os guias locais levam você para conhecer as paisagens espetaculares do Parque Nacional do Pico do Itambé, na Serra do Espinhaço – que incluem campos floridos e cachoeiras.

O Turismo de Base Comunitária

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São as mulheres que lideram as famílias do Vale do Jequitinhonha: na maior parte do ano, os homens viajam para trabalhar em outras regiões do país. Com o objetivo de gerar renda, elas reuniram-se em associações de artesãs e organizaram-se para receber os interessados em sua arte. Além do dinheiro extra, a atividade também estimula a participação das jovens na tradição da cerâmica e na dinâmica do turismo. Em Capivari, uma parceria entre a comunidade e a operadora Andarilho da Luz permitiu tanto a organização do roteiro como a capacitação dos moradores, que passaram a receber uma renda direta através do turismo.

Quem leva

A operadora Andarilho da Luz resolve a sua viagem até Capivari: há roteiros com 3, 4 e 7 dias ao longo do ano. Para Campo Buriti, quem leva é a Vivejar – em 2018, há saídas programadas para 22 de julho e 16 de novembro.

Clique aqui para conhecer todos os destinos do Guia Garupa do Brasil Autêntico.

Fotos: 1 – Parque Estadual do Pico do Itambé, em Serro/Andarilho da Luz/Divulgação; 2 – Oficina de Cerâmica em Campo Buriti/André Dib; 3 – Trilha no Parque Estadual do Pico do Itambé/Andarilho da Luz/Divulgação; 4 – As mulheres de Campo Buriti/André Dib.

 

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