Expedições Garupa

Amazônia sem maquiagem

4 de abril de 2019
Visitantes e locais tomando banho de rio
Visitantes e locais tomando banho de rio

Dormir em rede, tomar banho de rio, participar de rituais e preparar a farinha. É assim, com atividades que fazem parte do dia a dia dos indígenas, que o projeto Serras Guerreiras de Tapuruquara convida você a conhecer a Amazônia — mais especificamente, as Terras Indígenas Médio Rio Negro I e Médio Rio Negro II, entre os municípios de Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas.

Criado a partir do interesse de cinco comunidades em desenvolver um turismo que valoriza sua cultura, gera renda e o engajamento dos jovens, o projeto organiza viagens experimentais com roteiros desenvolvidos e guiados pelos próprios moradores. As chamadas Expedições são uma importante etapa para avaliar e melhor estruturar o turismo de base comunitária, uma alternativa para o desenvolvimento sustentável da região.

Neste ano, são cinco datas disponíveis, entre os meses de setembro e novembro. Há três opções do roteiro Iwitera, com um perfil mais aventureiro (13/09, 18/10 e 29/11), e duas opções do Maniaka, com pegada mais cultural (22/09 e 15/11). Todos partem de Manaus e incluem transporte a partir de lá, alimentação e as atividades previstas nas programações. Cada data tem um limite de 11 participantes — para conferir os valores e garantir seu lugar, acesse aqui e faça sua inscrição.

Os roteiros se destacam pela troca com os povos locais
Os roteiros se destacam pela troca com os povos locais

Apesar de diferentes, os dois roteiros proporcionam uma imersão nas paisagens amazônicas e no estilo de vida dos indígenas. Você tem a chance de explorar a mata e o rio, subir nas Serras Guerreiras de Tapuruquara (um território sagrado para os locais), participar de festas e rituais, conhecer métodos da agricultura tradicional e do cultivo na floresta e aprender a confecção de artefatos e utensílios de fibra e cerâmica.

Oportunidade de conexão com a natureza e a cultura regional
Oportunidade de conexão com a natureza e a cultura regional

A hospedagem se dá em alojamentos coletivos equipados com redes — é assim que os moradores recebem seus parentes e visitantes. E cada comunidade conta com uma estrutura com biombos para troca de roupa e banheiros ecológicos, instalados especificamente para o desenvolvimento do turismo.O projeto Serras Guerreiras de Tapuruquara foi desenvolvido pela ACIR (Associação das Comunidades Indígenas do Rio Negro) em parceria com a ONG Garupa, o ISA (Instituto Socioambiental) e a FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro). Também conta com o apoio da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Para mais informações, acesse serrasdetapuruquara.org


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