A Garupa

A Garupa é uma Organização Social de Interesse Público (OSCIP) que se dedica a fazer do turismo sustentável uma ferramenta para a preservação dos patrimônios culturais e naturais do Brasil e para o desenvolvimento socioeconômico de seus rincões esquecidos – e fascinantes.

Atuamos no apoio a comunidades e iniciativas e na propagação dessa causa por meio de quatro frentes: divulgação de experiências sustentáveis brasileiras para um público amplo através do Guia Garupa do Brasil Autêntico; realização de Expedições Garupa e consultorias para outras organizações ou empresas buscando desenvolver roteiros sustentáveis e/ou comunicar com eficiência esse tipo de produto turístico.


Acha que seu destino merece uma Expedição Garupa, ou uma divulgação em nosso site ou perfis no Instagram e Facebook?

Escreva pra gente!


Nossa história

A Garupa nasceu em 2012 com os apoios da ArgoIT, Casa do Agente, Consolid Latin América, Gapnet, Globalis e MMTGapnet.

Criamos a primeira plataforma de financiamento coletivo do Brasil dedicada a projetos de turismo sustentável. Desde o seu lançamento, 11 iniciativas, de vários cantos do Brasil, foram financiadas, arrecadando mais de R$ 280 mil de mais de 750 doadores. Os projetos geraram, por meio do turismo, renda direta para mais de 820 comunitários.

    Comunicação

    Comunicação

    Aproximar a causa do turismo responsável das pessoas comuns é nosso principal desafio. Fazemos isso tanto divulgando experiências de viagem no Brasil como promovendo diálogos entre organizações relacionadas ao tema (ONGs, mercado e governo).

    Assista a websérie "Viajar Muda o Mundo"
    Expedições Garupa

    Expedições Garupa

    Realizamos imersões a lugares preciosos do Brasil, com sociedade civil organizada e potencial turístico, mas que carecem de expertise para estruturação de produtos turísticos. As Expedições Garupa são sempre organizadas em parceria com organizações que atuam na região, e feitas por um grupo de viajantes dispostos a canalizar sua expertise profissional para o desenvolvimento local.

    O objetivo é encontrar, junto à população do lugar, um modelo de visitação sustentável. A comunidade fica, assim, com uma contribuição concreta, seja um diagnóstico de potenciais, material de divulgação ou outro produto.

    Conhece algum destino que merece uma Expedição Garupa? Escreva pra gente: contato@garupa.org.br

    Veja tudo sobre a última edição
    Guia Garupa do Brasil Autêntico

    Guia Garupa do Brasil Autêntico

    É a nossa forma de compartilhar com todos as experiências de viagem com impacto positivo que descobrimos e conhecemos pelo Brasil. Valorizamos iniciativas e empreendimentos de baixo impacto, que privilegiem o uso de mão de obra e de fornecedores locais, façam uso consciente dos recursos naturais, promovam e preservem aquilo que é autêntico de cada lugar. Nesta coleção de experiências positivas, você encontra ideias boas de quem pratica um turismo que protege a natureza, melhora a qualidade de vida das pessoas e a economia do destino onde acontecem.

    Acredita que a sua iniciativa se encaixa no nosso Guia Garupa do Brasil Autêntico? Conte para nós: contato@garupa.org.br

    Confira todas as experiências
    Consultorias

    Consultorias

    Mapeamos, desenhamos e realizamos a comunicação para destinos encantadores, com potencial de proporcionar experiências autênticas ao viajante.

    Desenvolvemos diagnóstico de potencias e organizamos expedições pioneiras. Criamos um cardápio de atrativos estruturado a partir de uma cuidadosa curadoria, e montamos uma estratégia de comunicação eficaz, atraente e verdadeira, que aproxima o viajante e o destino (identidade visual, website, redes sociais, impressos).

    Os projetos têm o objetivo de melhorar o modo de vida e de fortalecer a identidade cultural e a economia dos lugares.

    Conhece algum destino que precisa de uma Consultoria Garupa? Escreva pra gente:

    contato@garupa.org.br

Equipe

Rosana Rezende

Rosana Rezende

Bióloga com mestrado em Ciências Florestais, atua na área socioambiental há 20 anos como
articuladora e estrategista na temática de sustentabilidade, em diversos setores, acumulando experiências de gestão, captação de recursos e facilitação de diálogos intersetoriais. É gestora executiva da Garupa.

Claudia Carmello

Claudia Carmello

Jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, tem 16 anos de experiência em jornalismo de viagem, meio ambiente e conhecimento, tendo integrado as equipes das revistas Os Caminhos da Terra e Viagem e Turismo, da Editora Abril. É co-fundadora e gestora de comunicação da Garupa.

Eduardo Cordeiro

Eduardo Cordeiro

Jornalista especializado em comunicação para o turismo. Como repórter e editor do Guia Quatro Rodas, na Editora Abril, percorreu mais de 200 mil quilômetros pelo país e coordenou publicações como Guia Brasil, Guia de Praias e Guia Fim de Semana. Cuida da comunicação da Garupa e da curadoria e conteúdo do Guia do Brasil Autêntico.

Camila Sobral Barra

Camila Sobral Barra

Mestre em Antropologia Social pela Unicamp, atua na Amazônia há 12 anos em parcerias intersetoriais para o reconhecimento de direitos e valorização dos modos de vida tradicionais. Consultora da Garupa, desde 2013 se dedica à estruturação de iniciativas de turismo indígena associadas à gestão territorial.

Ana Gabriela Fontoura

Ana Gabriela Fontoura

Turismóloga graduada pela Universidade Federal do Pará e especialista em Estudos Ambientais pela PUC-Minas, tem expertise em metodologias participativas e experiência como operadora de ecoturismo de base comunitária, área em que trabalha desde 2007. Atua na estruturação de novos projetos.

FAQ - Perguntas frequentes

  1. O que é turismo sustentável?
  2. O turismo sustentável é para qualquer perfil de viajante?
  3. Se o objetivo é manter rincões naturais brasileiros preservados, não seria melhor mantê-los longe da atenção de viajantes?
  4. Por que o nome Guia Garupa do Brasil Autêntico? O que vocês chamam de viagens autênticas?
  1. O que é turismo sustentável?

    É quando a atividade turística colabora para a proteção do meio ambiente, a melhora na vida das pessoas e na economia do lugar onde acontece. A Garupa valoriza iniciativas de baixo impacto, que privilegiem o uso de mão de obra e de fornecedores locais, façam uso consciente dos recursos naturais, promovam e preservem os patrimônios naturais e culturais dos destinos.

  2. O turismo sustentável é para qualquer perfil de viajante?

    Sim, porque ele não é um nicho de turismo, ele é uma premissa presente em qualquer tipo de viagem: de luxo, de aventura, de sol e praia, turismo gourmet, por exemplo. Qualquer uma dessas viagens pode ser feita de modo que a presença do viajante no destino tenha impactos positivos – pela preservação da natureza, pela valorização da cultura, pela geração de renda para quem mora ali.

    Então, é possível fazer turismo sustentável hospedando-se em um ecolodge com todo o conforto, com arquitetura integrada à paisagem, decoração inspirada na estética local, restaurante gastronômico, e que empregue e treine funcionários da comunidade. Isso pode ser superexclusivo e caro, mas ainda assim sustentável. O contrário também vale: viajar pela Amazônia dormindo em redes num barco comunitário, comendo nas casas dos locais e gastando pouco.

    Na Garupa, nosso objetivo é mostrar que não se viaja de modo sustentável para fazer uma boa ação. Nem para cumprir uma lista de regras de como agir durante as férias. Viajamos assim porque é mais legal, porque traz experiências mais ricas na medida em que abre a possibilidade de conexão com o diferente.

  3. Se o objetivo é manter rincões naturais brasileiros preservados, não seria melhor mantê-los longe da atenção de viajantes?

    Não. O objetivo do turismo sustentável é maior do que não destruir, é impactar positivamente. É quando a presença do viajante no lugar serve de estímulo para a preservação dos seus patrimônios naturais e culturais. Primeiro, porque o turista só vai continuar visitando se o destino estiver preservado. E, além disso, porque o dinheiro fica na mão da comunidade local.

    Um exemplo: na região de Mamirauá, Amazonas, até os anos 1990, a população não via outra opção de renda além de cortar madeira ilegal pra vender. Quando o lugar foi convertido em Reserva de Desenvolvimento Sustentável, em 1996, muitas pessoas começaram a trabalhar com turismo de base comunitária, na Pousada Uacari e em um restaurante. Quando isso acontece, a população percebe que mesmo esse turismo de baixo impacto, com quantidade controlada de visitantes, pode trazer mais dinheiro, e por muito mais tempo, do que o corte de madeira ilegal. Ou seja, as comunidades ribeirinhas percebem que a floresta de pé vale mais do que derrubada.

  4. Por que o nome Guia Garupa do Brasil Autêntico? O que vocês chamam de viagens autênticas?

    Este é o nosso guia do Brasil para quem ama viajar de um jeito mais intenso e positivo. Poderíamos chamar isso de fazer turismo sustentável, do bem, responsável, consciente. Ou mesmo de turismo de experiência. Mas achamos que “autêntico” é um termo amplo, atraente, mas que também revela a essência desse tipo de jornada: uma viagem em que se aproveitam todas as oportunidades de conexão entre turista e destino (paisagem, cultura, pessoas).

    Os passeios são idealmente feitos com guias locais, de modo que se conheça ao mesmo tempo o atrativo e o modo de vida, o cotidiano dali. Isso vale também para a comida, as apresentações artísticas, a compra de suvenires etc. Quanto à hospedagem, ela pode ser em uma pousada comunitária ou de um empreendedor local, na casa de um morador ou em um ecolodge.

    A ideia, para o viajante, é ter uma experiência autêntica, que só existe naquele destino. Já para as comunidades, essa forma de turismo proporciona oportunidades de atividades econômicas baseadas na cultura e na identidade local, reforçando e valorizando suas práticas. Esse tipo de turismo aproxima diferentes realidades a partir de encontros transformadores tanto para quem viaja quanto para quem recebe os visitantes.