Rio de Janeiro, RJ

Onde o morro tem vez

Museu de Favela, Comunidades Canta Galo e Pavão-Pavãozinho

manifestação cultural vivência urbana

A experiência única

Visitar um museu a céu aberto, que conta a história da formação das favelas cariocas. Grafites e pinturas, realizados nas fachadas de 27 casas, compõem o circuito entre as comunidades Canta Galo e Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio de Janeiro, entre dois cartões-postais: Ipanema e Copacabana.

O destino

O Museu de Favela é uma organização não-governamental criada por lideranças de comunidades do Rio. Para ela, os morros da cidade são monumentos turísticos-culturais – daí a importância de conhecer sua história, desde as primeiras ocupações por ex-escravos, no início do século XX. Parte dessa narrativa está exposta nos murais das residências entre as comunidades Canta Galo e Pavão-Pavãozinho, mas a localização dessa trilha também garante ao visitante olhares privilegiados sobre a inesgotável capital: as praias de Ipanema, Leblon e Copacabana, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Forte de Copacabana, a Pedra da Gávea, o Corcovado e o Parque Nacional da Tijuca são avistados durante a caminhada. À paisagem soma-se a história dos primeiros ocupantes e de mulheres locais, que você descobre na exposição permanente localizada na visita à base operacional do MUF, ou cruzando com os(as) próprios(as) durante o passeio.

Além do roteiro pela galeria de grafites e arte naïf (aquela produzida por artistas sem formação acadêmica), também é possível realizar uma ecotrilha cultural que liga Nova Brasília a Caranguejo, duas regiões de Canta Galo e Pavão-Pavãozinho. Na caminhada, que segue pela parte mais alta do morro, a história se estende também para a relação das comunidades com a natureza.

Está neste guia por que

– Fomenta um modo alternativo de turismo em um destino já consagrado e explorado pelas grandes empresas.

– Movimenta a economia de pequenos empreendimentos.

– Contribui para a quebra de estereótipos sobre os morros do Rio de Janeiro.

– Valoriza tradições que estão na base da cultura carioca, como as de origem negra e nordestina.

– Emprega mão-de-obra local jovem, investe na capacitação dos moradores das comunidades e realiza atividades culturais e sociais na região.

Garupa

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