Ubatuba, SP

Mato, rio e memórias quilombolas

Quilombo da Fazenda

roteiro programado

A experiência única

Ouvir as histórias de mestre Griô, guardião da memória quilombola, conhecer o processo de produção artesanal da farinha de mandioca, provar receitas locais e explorar uma trilha que corta a exuberante Mata Atlântica.

O destino

No município de Ubatuba (SP), entre a serra e o mar, fica o Quilombo da Fazenda, comunidade reconhecida em 2005 como remanescente quilombola. É neste cenário natural privilegiado, em meio à Mata Atlântica, que os visitantes são recebidos pelos moradores para uma imersão nas tradições locais.

A porta de entrada da comunidade é uma imensa roda d’água, herança do antigo engenho de açúcar do século 19. Adaptado ao longo dos anos, o espaço hoje abriga a casa comunitária, utilizada pelas 40 famílias na fabricação de farinha, uma das principais atividades econômicas locais.

É neste espaço que mestre Griô, um dos mais antigos membros do Quilombo da Fazenda, conta histórias que marcaram seu passado e fala sobre a cultura e as tradições de seu povo. Grupos formados por jovens mantêm vivas as músicas e as danças, como o jongo, a ciranda e o arara. As mulheres, por sua vez, são responsáveis pela confecção de peças artesanais, como cestos, balaios e luminárias feitos a partir de fibras e cipós.

Também são elas que preparam o almoço com ingredientes da região. É a chance de provar o suco do fruto da palmeira juçara, o azul-marinho, um peixe preparado com banana e pirão, a salada quilombola, feita com o coração da banana.

Para uma melhor vivência da Mata Atlântica, o roteiro ainda inclui uma trilha guiada por moradores da comunidade, que sabem cada detalhe da vegetação nativa. Ao fim do trajeto, um mergulho no poço do rio do Quilombo da Fazenda fecha a experiência.

Está neste Guia por que

– O roteiro foi criado pela Samaúma, um negócio social que promove a valorização da cultura e de tradições brasileiras por meio do turismo sustentável.

– O conceito e as atividades foram desenvolvidas junto à comunidade, a partir de um planejamento colaborativo.

– Os moradores receberam capacitação para atuar no turismo de base comunitária, que funciona como fonte de renda para as famílias e contribui na permanência delas em seus territórios.

– A experiência proporciona a troca de saberes entre viajantes e a comunidade.

Garupa

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